sábado, 5 de outubro de 2024

O PESO DO METAL: POR UMA TEMPESTADE BARROCA (Série Pesquisa)




Em um primeiro momento o livro traz a caracterização do movimento Barroco e sua relação nas diversas fontes artísticas tais como pintura, arquitetura e literatura. Através dos contrastes, das hipérboles etc
Após o autor discorre sobre o heavy metal, defendendo-o dos ainda existentes pré conceitos e preconceitos, sendo em resumo um genero erroneamente associado a misognia, a bruxaria e ao culto ao demonio.
Ainda traz o papel e o constante crescimento e importancia das vocalistas femininas ao metal, uma das forças motriz para eliminar tantos pre conceitos e preconceitos também.

Discorre pelo conceito do heavy metal e seus sub-genêros, tais quais: o trash metal, death metal, black metal, power metal e o progressivo.

Por fim, analisa os três albuns da banda brasileira Angra e sua correlação ao movimento barroco, não apenas nas letras (com as hipérboles, claro e escuro etc), mas as menções e influencias dos compositores do movimento barroco.

Concluo que esta é uma obra essencial para os fãs da banda, complementa os poucos livros existentes sobre ela; para os estudantes de música e arte barroca.
 

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

"Nothing to say"... sobre a HQ "Angra: Renascimento






Como fã do Angra me coloco num lugar difícil ao escrever estas palavras, a vontade é não dizer nada, ou muito pouco.

A ideia é ótima, mas a história infelizmente não me envolveu... daqueles casos que a expectativa é maior que a realidade. Assim como a HQ do TOS, mais um item relacionado a banda na coleção e como item colecionável diria até que ok, agora como fã de HQ deixou a desejar.
Espero que caso haja uma nova, melhorem o roteiro e a história seja mais elaborada e cativante.
A ressalva é a qualidade das ilustrações do Ale Santos e da editora Estética Torta.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Sucesso paralamico também nas páginas... João Barone em " 1,2,3,4! Contando o Tempo com Os Paralamas do Sucesso"



Olhe, repare, olha como...ele escreve. Que livro! João Barone, ele mesmo o baterista dos "Paralamas do Sucesso" nos brinda com suas reminiscências paralamicas do começo ainda lá na Rural e até a recuperação do Hebert do terrivel acidente do ultraleve.
Tenho como memória, desde criança quando ouvi a versão  de "Parte y mira" da banda Los Pericos, na versão paralamica "Lourinha Bombril", tempos depois dissecando os cd's de uma prima minha, com uma vastíssima coleção de livros e cd's, encontrei o nome "Os paralamas do sucesso", que nome genial pensei.
Eu ainda não fazia jus ao nome da banda, aquela música animada que ouvia na rádio, pouco tempo depois, na casa de outro parente, vi o "Nove Luas"  e descobri que ali tinha a tal música animada.
Dai recorri para a minha prima, pedi a maioria dos álbuns emprestado e reconfirmou meu amor a este trio (eu sempre considero como uma banda de 4 por causa do João Fera! mas é um achismo meu!). 
Enfim, tive oportunidade de assistir meu primeiro show dos paralamas antes do acidente do Hebert e depois tive outra oportunidade de prestigiá-los em algum show na retomada da carreira.
Banda, exemplo de resiliência  e importante ao cenário musical brasileiro e se não, da américa latina.

Recomendo o livro não só aos fãs dos paralamas mas aos fãs do rock brasileiro pois o livro discorre sobre o boom do rock nacional também!
Viva Barone, Viva Bi, Viva Hebert e Viva Paralamas! Vida longa a esta banda genial e inovadora.
Obs: recomendo a leitura o livro do Jamari França: "Os paralamas do sucesso: Vamos batê lata" ambos se complementam.
Obs²: Está para sair a biografia do Maestro João Fera que está em financiamento coletivo pelo Catarse, link abaixo: 

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

O porco

 



Este livro chegou em minhas mãos através de uma amiga minha, que é a tradutora do mesmo.

Eu na minha infame incursão literária do horror, nem tinha ouvido falar de William Hope Hodgson.
Pois bem, me surpreendi, leitura rápida e proveitosa.
Confesso que acostumado com a leitura de horror contemporânea, o livro não me pegou na parte do horror cósmico. Embora em alguns momentos imaginei como este conto seria interessante no cinema nas mãos de Lynch ou Cronemberg.Existem momentos de body horror (talvez tenha sido meu sonho ou a minha fajuta interpretação literária.... ou seria, também cinematográfica...eis a questão!).

Sonhos... realidade?...insanidade?... monstros (não somos todos nós?)? O detetive Thomas Carnacki tem uma missão difícil.  
O Livro narra a experiência do detetive do oculto Thomas Carnacki, investigando os pesadelos porcinos de Bains, onde ele também se entremeia entre os dois mundos e tem que enfrentar O Porco.
Por fim, recomendo talvez a leitura, ouvindo o álbum "Animals" do Pink Floyd.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Jim Morrison: Ninguém sai vivo daqui

 Danny Sugerman quando tinha entre 13 e 15 anos entrou no escritório do the Doors e por benção de Jim Morrison autorizou sua permanencia ali e por consequencia seu trabalho junto à banda.

O livro relata a trajetória do homem lagarto, com a sua poligamia, abuso de drogas e principalmente seu carater revolucionário e combativo a sua própria imagem. Poeta, no qual, quiz seguir a margem da persona-estrelada, o livro conta um pouco do Jim Poeta e de suas amizades com escritores e poetas. Bem como cineastas.tal qual Àgnes Varda. Uma outra geanialidade que faz falta.

Por fim o livro retrata a controversa morte de Jim, o deixa em aberto, até por que sua obra permanece eterna!

 


sábado, 24 de fevereiro de 2024

Os jovens Baumann

Este filme tenho um carinho enorme pois assisti na minha primeira mostra de cinema, a Mostra macaBRo - Horror Brasileiro Contemporâneo no ano de 2020 promovida pela BLG Entretenimento e CCBB e transmitida de forma online (devido a pandemia) e gratuita pelo streamming fantástico e brasileiro Darkflix.

Ai foi o começo de eu me aprofundar no cinema fantástico, estudar cinema (de forma independente) e desenvolver amizades muito mas muito queridas.


Vamos ao filme:


Lembro-me que alguns dos meus colegas não simpatizaram com o filme. Ele tem uma estética demodê, a diretora utiliza do VHS para filmar e tem um quê de found fotage.

Em suma o filme traz uma viagem que os jovens Baumman fazem em 1992 com destino a fazenda que eles são herdeiros na cidade de Santa Rita D'Oeste, sul de MG.

Uma caixa contendo os registros do VHS é encontrada pela narradora, que é a filha do caseiro da fazenda. 

Essa questão de ter uma narradora não me agradou muito. 

Quando uma das personagens está ao lado do cavalo e comenta que sentiu medo quando o cavalo galopou até uma área até então desconhecida por ela, ela informa que a sua vontade era se fugir, porém não consegue e finaliza fazendo a analogia entre ela e o animal amarrado no curral: "A gente tá aqui preso tudo igual".  


Em outro momento, outra personagem diz que acha que os cachorros perseguem os fantasmas das ovelhas. Ou seja, o sobrenatural mesmo que de forma desconexa permeia a narrativa.

A ultima cena do filme, durante o que talvez seja uma brincadeira dos primos no cafezal, me lembrou uma coreografia a la power rangers.


 Gosto da escolha do VHS e de ser um found fotage brasileiro, por fim excelente naquilo que (talvez) se propõe.. permitir que o mistério permaneça um mistério.



FICHA TÉCNICA

Direção: Bruna Carvalho Almeida


Assistente de Direção: Adriana Serafim


Roteiro: Bruna Carvalho Almeida e Larissa Kurata


Produção: Ana Júlia Travia, Eduardo Azevedo, Julia Alves, Michael Wahrmann


Produção Executiva: Eduardo Azevedo, Julia Alves, Michael Wahrmann


Produtores Associados: Alice Andrade Drummond


Direção de Fotografia: Anna Santos


Edição: Luis Felipe Labaki e Rafael Nantes


Trilha Sonora: Luis Felipe Labaki


Som Direto e Desenho de Som: Henrique Chiurciu


Montagem: Rafael Nantes, Luis Felipe Labaki


Mixagem: Henrique Chiurciu


Direção de Arte: Eduardo Azevedo


Elenco: Julia Burnier, Isabela Mariotto, Marília Fabbro

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

In the end

 


Primeiramente é uma biografia não oficial, porém ao meu ver, não é bem uma biografia. Para os leitores mais aficcionados de bios talvez não gostem. Entretanto isso para mim não fez a diferenca e não deixa o livro menos interessante.

A autora faz algumas análises das composições do Chester e  relatos do próprio, além da banda ou de outros parceiros de composição. Em muitos casos é notório, em seus temas, a depressão, mas mesmo trazendo temas até então dificeis Chester, Mike e banda sempre disseram que a intenção era dar esperança as pessoas.

E eu como fã, sou prova que a energia das musicas deram luz em várias etapas da minha vida.

Como fã preenche o espaço do vazio da saudade e nos faz lembrar do talento e gigantismo que era/é...É. Por que ele é eterno, suas melodias e letras sempre terão espaço nesse mundo malucão em que vivemos. 

A edição da Estética Torta lindissima como sempre! Viva Chester e LINKIN PARK!


Eu sou a lenda

  Ícone do scifi/horror dos anos 50 O ano era 1976, Robert Neville, possivelmente, o único sobrevivente de uma pandemia vampiresca que se as...