Acredito (e aconselho) que todos deveriam ler este livro um dia. É impressionante o quão atual, ele o é. Geração tik tok deve nem saber o que é um livro ou mais atual (nem tanto) um e-book...
Em resumo, temos Montag um bombeiro que após sua vizinha questionadora sumir, o faz dele próprio um questionador. Vale ressaltar que o papel dos bombeiros não é apagar o fogo, mas sim em incendiar. O quê? Livros, pessoas intelectuais em posse de livros e suas respectivas casas.
Montag encontra Faber, um ex-professor e por momento fica na dualidade, por fim é aconselhado por Faber a ir ao sul, permeando o rio até encontrar os velhos trilhos de trem.
Nessa região ele encontraria renomados e esquecidos(pela sociedade) acadêmicos que poderiam ajudá-lo ou quem sabe ajudar a recuperar a literatura, a história...a humanidade.
Montag imagina que estes ilustres, sejam seres realmente iluminados, mas de certa forma se frusta ao perceberem que são tão humanos quanto ele o é.
De certa forma, os acadêmicos se organizaram, e até de certa forma também contribuíram à queima de livros físicos, mas a luz, é que cada um deles, os guarda em suas memórias e os repassam para as gerações futuras até que no futuro (que esperamos não ser tão distante) os livros possam ser reimpressos.
Ao longo da leitura fiquei curioso com os nomes Montag e Faber, e no posfácio ali estava a informação que eu suspeitava, o próprio autor nos conta, Montag virou nome de fábrica de papel e Faber de lápis, que reviravolta gostosa né? hehe
O livro foi para telinhas do cinema e dirigido por ninguém menos que: François Truffaut, cineasta francês e um dos expoentes do movimento Nouvelle-Vague.