segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Down with the System

 




"Everybody's going to the party, have a real good time

Dancing in the desert, blowing up the sunshine"



Para começo de conversa, a Armênia não fica no Oriente Médio e sim na Ásia. Esta afirmação, a quem estudou geografia/história/geopolítica possa parecer irrelevante, mas não é. Ela se encontra no início do livro, não me recordo se está logo ali nas primeiras páginas, mas onde está isso no livro isso é irrelevante. Para que estudou geografia, geopolítica e história talvez recorde, mas há quem confunda. ]
E esta confusão, é ela que realente importa.

Dei maior atenção ao genocídio Armênio, justamente pela voz do Serj Tankian/ System of a Down. E no livro Serj Tankian descreve e dá uma verdadeira aula sobre sua ancestralidade, os conflitos, seu ativismo (geopolíticos, internos e relacionados a banda).

Traz uma reflexão muito interessante sobre o que é o LAR, Tankian nasceu em Beirute no Líbano, porém seus ascendentes são refugiados da Armênia, por fim, aos 7 anos de idade foi para o Estados Unidos e teve que lutar junto a sua família para sobreviverem até conseguirem estabilidade e logo depois de conseguirem, um sócio do seu pai, o processou causando imenso desgaste financeiro e psicológico a todos. 

"We must call upon our bright darkness
Beliefs, they're the bullets of the wicked
One was written on the sword
For you must enter a room to destroy destroy, destroy
No international security
No call of the righteous man
Needs a reason to kill man
History teaches us so
The reason he must attain
Must be approved by his God
His child, partisan brother of war
Of war, we don't speak anymore"
Nos descreve a força criativa por trás do SOAD e a disparidade entre os integrantes na gestão da banda, principalmente no trato criativo e coletivo. 
Sobre a criatividade em sua grande maioria era responsabilidade de Serj e do Daron, e por falar em Daron e seu profundo amor pela música e pela banda, muitas vezes boicotava as composições e ou ideias de Serj.

Porém essa dupla é a força motriz da banda, enquanto Serj escreve suas letras abordando o Genocídio Armênio, crítica ao facismo entre outras questões sérissimas, Daron completava as canções com frases muitas vezes bobas, sem sentido....e isso contrabalanceia e nos dá o tempero do sucesso que a banda teve e tem.

Obra necessária tanto para fãs da banda, como para introduzir de forma enxuta os conflitos dentro do SOAD e também da questão da Armênia.

Triste como pleno 2024 temos pessoas que não entendem a posição da banda /Serj bem como de outros artistas e seus ativismos e posições contra o fascismo, ditaduras , guerras.
Para mim, é mais que um livro! Recomendo muito!

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Fahrenheit 451





Acredito (e aconselho) que todos deveriam ler este livro um dia. É impressionante o quão atual, ele o é. Geração tik tok deve nem saber o que é um livro ou mais atual (nem tanto) um e-book...

Em resumo, temos Montag um bombeiro que após sua vizinha questionadora sumir, o faz dele próprio um questionador. Vale ressaltar que o papel dos bombeiros não é apagar o fogo, mas sim em incendiar. O quê? Livros, pessoas intelectuais em posse de livros e suas respectivas casas.
Montag encontra Faber, um ex-professor e por momento fica na dualidade, por fim é aconselhado por Faber a ir ao sul, permeando o rio até encontrar os velhos trilhos de trem. 

Nessa região ele encontraria renomados e esquecidos(pela sociedade) acadêmicos que poderiam ajudá-lo ou quem sabe ajudar a recuperar a literatura, a história...a humanidade.

Montag imagina que estes ilustres, sejam seres realmente iluminados, mas de certa forma se frusta ao perceberem que são tão humanos quanto ele o é.

De certa forma, os acadêmicos se organizaram, e até de certa forma também contribuíram à queima de livros físicos, mas a luz, é que cada um deles, os guarda em suas memórias e os repassam para as gerações futuras até que no futuro (que esperamos não ser tão distante) os livros possam ser reimpressos. 

Ao longo da leitura fiquei curioso com os nomes Montag e Faber, e no posfácio ali estava a informação que eu suspeitava, o próprio autor nos conta, Montag virou nome de fábrica de papel e Faber de lápis, que reviravolta gostosa né? hehe

O livro foi para telinhas do cinema e dirigido por ninguém menos que: François Truffaut, cineasta francês e um dos expoentes do movimento Nouvelle-Vague.


  



Eu sou a lenda

  Ícone do scifi/horror dos anos 50 O ano era 1976, Robert Neville, possivelmente, o único sobrevivente de uma pandemia vampiresca que se as...