"Everybody's going to the party, have a real good time
Dancing in the desert, blowing up the sunshine"
Para começo de conversa, a Armênia não fica no Oriente Médio e sim na Ásia. Esta afirmação, a quem estudou geografia/história/geopolítica possa parecer irrelevante, mas não é. Ela se encontra no início do livro, não me recordo se está logo ali nas primeiras páginas, mas onde está isso no livro isso é irrelevante. Para que estudou geografia, geopolítica e história talvez recorde, mas há quem confunda. ]
E esta confusão, é ela que realente importa.
Dei maior atenção ao genocídio Armênio, justamente pela voz do Serj Tankian/ System of a Down. E no livro Serj Tankian descreve e dá uma verdadeira aula sobre sua ancestralidade, os conflitos, seu ativismo (geopolíticos, internos e relacionados a banda).
Traz uma reflexão muito interessante sobre o que é o LAR, Tankian nasceu em Beirute no Líbano, porém seus ascendentes são refugiados da Armênia, por fim, aos 7 anos de idade foi para o Estados Unidos e teve que lutar junto a sua família para sobreviverem até conseguirem estabilidade e logo depois de conseguirem, um sócio do seu pai, o processou causando imenso desgaste financeiro e psicológico a todos.
"We must call upon our bright darkness
Beliefs, they're the bullets of the wicked
One was written on the sword
For you must enter a room to destroy destroy, destroy
No international security
No call of the righteous man
Needs a reason to kill man
History teaches us so
The reason he must attain
Must be approved by his God
His child, partisan brother of war
Of war, we don't speak anymore"
Nos descreve a força criativa por trás do SOAD e a disparidade entre os integrantes na gestão da banda, principalmente no trato criativo e coletivo.
Sobre a criatividade em sua grande maioria era responsabilidade de Serj e do Daron, e por falar em Daron e seu profundo amor pela música e pela banda, muitas vezes boicotava as composições e ou ideias de Serj.
Porém essa dupla é a força motriz da banda, enquanto Serj escreve suas letras abordando o Genocídio Armênio, crítica ao facismo entre outras questões sérissimas, Daron completava as canções com frases muitas vezes bobas, sem sentido....e isso contrabalanceia e nos dá o tempero do sucesso que a banda teve e tem.
Obra necessária tanto para fãs da banda, como para introduzir de forma enxuta os conflitos dentro do SOAD e também da questão da Armênia.
Triste como pleno 2024 temos pessoas que não entendem a posição da banda /Serj bem como de outros artistas e seus ativismos e posições contra o fascismo, ditaduras , guerras.
Para mim, é mais que um livro! Recomendo muito!

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