Vamos ao nosso primeiro texto sobre filmes aqui do "Eu não sei fazer resenha", inicialmente eu queria inaugurar com cinema fantástico brasileiro, porém esta semana eu achei 3 filmes que estavam na minha "watchlist" há muito tempo e como estão frescos vou tentar escrever um pouquinho sobre eles e espero trazer em breve muitos textos meus ou de amigos queridos falando sobre filmes, livros ou sobre eles/elas/elus quiserem escreverem.
Vamos ao que interessa:
Vampiyaz (2004)
O primeiro filme é o Vampiyaz dirigido pelo John Bacchus, filme de 2004. Logo no início temos Jakeem (Richard Carrol Jr) e seu comparça assaltando um cofre. O detalhe que me chamou a atenção é que é a casa dum homem branco vestido com um pijama de porco. Para quem não sabe "pig" é uma giria para policial e foi muito utilizada pelo movimento "Pantera Negras" nos anos 60 em Oakland, na Califórnia e dissiminado pelo país, o movimento lutava pelos direitos civis da população negra e contra o facismo e violencia dos brancos (e das forças armadas, os porcos), não cabe aqui falar de história, mas indico um documentário da Agnès Varda de 1968 chamado "Black Panthers", este documentário é maravilhoso (alias a Agnès Varda é uma das diretoras favoritas, recomendo absolutamente tudo dela!).
De volta ao filme temos um ex-detendo e agora um artista de hip-hop que precisa exterminar uma gangue de vampiros que está dominando o seu bairro.
Os efeitos especiais pecam, alias podemos chamar de defeitos especiais, os tiros são dignos de armas de um sci-fi barato, LUZES!
Do resto o filme tem uma pegada de filme independente, o qual, eu amo.
Temos duas possiveis final girls e infelizmente as duas não sobrevivem aos chupadores-de-sangue, alias uma das é mordida por um vampiro a outra é simplismente explodida.
Parte legal também é os pedaços de corpos espalhados pelo cenário e os vampiros fazendo lanchinhos de pedaços de pé e mãos, contrariando o comum de alimentarem apenas com sangue.
Já as mortes são comicas.
Os efeitos gore dignos de produções independentes são até que interessantes porém poucos explorados, já vi muita produção menor com efeitos bem mais explorados e ricos.
A trilha sonora me encantou muito.
ZOMBIEZ (2005)
Sobre este filme, lembrando que eu não sei fazer resenha, mas não tem muito o que dizer.
Também dirigido pelo John Bacchus, o filme de 2005 tem uma melhoria nos efeitos gore, porém não sei o que se passou na cabeça do diretor ou do roteirista mas os Zumbis usam armas para matar suas vitimas!
Cinema de Zumbi é um dos sub-generos dos quais eu gosto, porém ainda me falta repertório para falar sobre. Porém é de fazer George Romero, Lucio Fulci se revirarem dos tumulos, por que o legal deste nicho são as mortes, mesmo no filme do Romero onde os zumbis se organizam, apreendem de certa forma a se comunicar e alias lembrei tem sim um filme dele que os zumbis aprendem a utilizar armas mas eu vejo no filme do Romero uma evolução do universo dos mortos vivos já no filme do John Bacchus simplismente é um ninja zumbi praticamente e confesso que não me cativou.
Basicamente o filme é sobre uma mulher tentando escapar de ser esfaqueada/dilacerada e devorada pelos zumbis.
Uma cena me chamou a atenção quando a sirene da policia toca os zumbis negros fogem. Confesso que fiquei confuso sobre esse "trocadilho imagético" se os zumbis negros estão fugindo da policia ou se correm em direção ao som. Se for o ultimo caso a "policia" salva a personagem principal que está encurralada.
Cryptz (2002)
Este aqui, diferente do Vampiyaz, um filme de dois anos antes para mim foi o melhor deste recorte. Três amigos aspirantes a rappers vão em um clube de striptease que é comandado por vampiras.
Cryptz, dirigido pelo Danny Draven (creditado também pelos efeitos especiais), me pareceu um filme muito melhor desenvolvido, muito bem mais filmado do que os outros dois, os efeitos gore são bem explorados e gostei bastante da iluminação e não podia faltar é claro a trilha sonora me agradou bastante.
Atuações mais convincentes comparadas aos outros dois filmes.
Meu preferido dos três.
Finalizando gostaria de agradecer aos professores e queridos amigos Carlos Primati, Tati Regis e Queops Negronski que foram os responsáveis por apresentar este cinema maravilhoso!





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