terça-feira, 29 de outubro de 2024

SMILE II

 



Tempos adversos e só nos cobram sorrisos e felicidades... de certa forma este filme me fez refletir sobre muitas coisas que venho passando nos últimos tempos. Porra Renato, mas é só um filme de terror! Não, não é. 
Bom.. gosto é algo pessoal né? Mas para mim quando o filme, independentemente do gênero, faz a gente parar para pensar ai alguma coisa tem. Boa ou ruim. 

Mas vamos ao que interessa.

Skye Riley (Naomi Scott) está prestes a sair em uma turnê mega lucrativa. Durante um ensaio ela tem uma lesão nas costas o que a faz visitar Lewis Fregoli (Lukas Gage), um ex-colega da escola, que hoje é um traficante. Ela o procura, pois os médicos não indicariam drogas fortes, das quais não iriam solucionar sua dor atual.
Riley tem histórico de abuso de álcool e drogas e o ápice foi um acidente com seu namorado que era um ator famoso.
O acidente faz ela ficar longe dos palcos e da mídia por 2 anos e o retorno dela aos palcos está sendo o evento do ano, super esperado pela mídia, investimentos ao montes. 
Durante a visita ao seu traficante, ela presencia o que parece ser uma overdose, mas (ALERTA DE SPOILER, continue por sua conta e risco) a entidade encarna no traficante e o mata. 
A entidade então passa assombrar Riley até que aparece a figura de Morris (Peter Jacobson, pra quem não lembra, o Dr. Chris Taub do seriado HOUSE M.D) que diz que tem um plano para matar a entidade. 
Embora incrédula e depois de passar por poucas e boas Riley aceita se encontrar com Morris para dar o fim a entidade.
Não temos a origem da monstruosidade, alias destaco um diálogo de Morris onde ele diz que não sabe o que ela é, se é um fantasma, um monstro ou um demônio. Traz uma reflexão da pressão (monstruosidade) do sucesso e da fama, o quanto a fama pode ser assustadora se o artista não tiver uma rede de apoio, a mãe de Riley não escuta sua filha, apenas pensa no sucesso da carreira e nos prejuízos caso sua filha cancele a turnê de retorno.
Uma coisa que gostei muito são os contrastes claro e escuro, as atuações e as coreografias principalmente "da turma do sorriso" que persegue Riley e a atuação da Naomi Scott grande chances ai de termos no podium ao lado da Mia Goth das queridas do Horror. 
Ah! E quanto a reflexão, sem muito texto pretencioso ou despretencioso, é que quando tudo está uma merda (seja famoso ou um zé qualquer como a minha persona) temos que sorrir, vivemos na sociedade do espetáculo, onde temos que sempre sorrir, sorrir, sorrir e estar bem. 
Quando não estamos, somos excluídos, não ouvidos e de certa forma não quistos. Recente li a bio da Britney Spears e o livro Farenhait 451 de certa forma (ok, viajando beeeeeeeeeeem na maionese) tem uma ligação com a linha central do filme.

That's All Folks! 
 




  






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