terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Vampiyaz, Zombiez e Cryptz

Vamos ao nosso primeiro texto sobre filmes aqui do "Eu não sei fazer resenha", inicialmente eu queria inaugurar com cinema fantástico brasileiro, porém esta semana eu achei 3 filmes que estavam na minha "watchlist" há muito tempo e como estão frescos vou tentar escrever um pouquinho sobre eles e espero trazer em breve muitos textos meus ou de amigos queridos falando sobre filmes, livros ou sobre eles/elas/elus quiserem escreverem.

Vamos ao que interessa:


Vampiyaz (2004)



O primeiro filme é o Vampiyaz dirigido pelo John Bacchus, filme de 2004. Logo no início temos Jakeem (Richard Carrol Jr) e seu comparça assaltando um cofre. O detalhe que me chamou a atenção é que é a casa dum homem branco vestido com um pijama de porco. Para quem não sabe "pig" é uma giria para policial e foi muito utilizada pelo movimento "Pantera Negras" nos anos 60 em Oakland, na Califórnia e dissiminado pelo país, o movimento lutava pelos direitos civis da população negra e contra o facismo e violencia dos brancos (e das forças armadas, os porcos), não cabe aqui falar de história, mas indico um documentário da Agnès Varda de 1968 chamado "Black Panthers", este documentário é maravilhoso (alias a Agnès Varda é uma das diretoras favoritas, recomendo absolutamente tudo dela!).





De volta ao filme temos um ex-detendo e agora um artista de hip-hop que precisa exterminar uma gangue de vampiros que está dominando o seu bairro. 

Os efeitos especiais pecam, alias podemos chamar de defeitos especiais, os tiros são dignos de armas de um sci-fi barato, LUZES! 

Do resto o filme tem uma pegada de filme independente, o qual, eu amo. 

Temos duas possiveis final girls e infelizmente as duas não sobrevivem aos chupadores-de-sangue, alias uma das é mordida por um vampiro a outra é simplismente explodida. 

Parte legal também é os pedaços de corpos espalhados pelo cenário e os vampiros fazendo lanchinhos de pedaços de pé e mãos, contrariando o comum de alimentarem apenas com sangue. 

Já as mortes são comicas.

Os efeitos gore dignos de produções independentes são até que interessantes porém poucos explorados, já vi muita produção menor com efeitos bem mais explorados e ricos.


A trilha sonora me encantou muito.




ZOMBIEZ (2005) 



Sobre este filme, lembrando que eu não sei fazer resenha, mas não tem muito o que dizer.

Também dirigido pelo John Bacchus, o filme de 2005 tem uma melhoria nos efeitos gore, porém não sei o que se passou na cabeça do diretor ou do roteirista mas os Zumbis usam armas para matar suas vitimas! 

Cinema de Zumbi é um dos sub-generos dos quais eu gosto, porém ainda me falta repertório para falar sobre. Porém é de fazer George Romero, Lucio Fulci se revirarem dos tumulos, por que o legal deste nicho são as mortes, mesmo no filme do Romero onde os zumbis se organizam, apreendem de certa forma a se comunicar e alias lembrei tem sim um filme dele que os zumbis aprendem a utilizar armas mas eu vejo no filme do Romero uma evolução do universo dos mortos vivos já no filme do John Bacchus simplismente é um ninja zumbi praticamente e confesso que não me cativou.

Basicamente o filme é sobre uma mulher tentando escapar de ser esfaqueada/dilacerada e devorada pelos zumbis.

Uma cena me chamou a atenção quando a sirene da policia toca os zumbis negros fogem. Confesso que fiquei confuso sobre esse "trocadilho imagético" se os zumbis negros estão fugindo da policia ou se correm em direção ao som. Se for o ultimo caso a "policia" salva a personagem principal que está encurralada.





Cryptz (2002) 



Este aqui, diferente do Vampiyaz, um filme de dois anos antes para mim foi o melhor deste recorte. Três amigos aspirantes a rappers vão em um clube de striptease que é comandado por vampiras. 

Cryptz, dirigido pelo Danny Draven (creditado também pelos efeitos especiais), me pareceu um filme muito melhor desenvolvido, muito bem mais filmado do que os outros dois, os efeitos gore são bem explorados e gostei bastante da iluminação e não podia faltar é claro a trilha sonora me agradou bastante. 

Atuações mais convincentes comparadas aos outros dois filmes. 

Meu preferido dos três.





Todas fotos peguei no google! 


Finalizando gostaria de agradecer aos professores e queridos amigos Carlos Primati, Tati Regis e Queops Negronski que foram os responsáveis por apresentar este cinema maravilhoso! 

sábado, 20 de janeiro de 2024

Get back

 





Como um beatlemaniaco que sou, nem sei como descrever esse livro. De início comprei por apenas ter um livro dos Beatles. Assisti o documentário duas vezes (e quero assistir de novo) e enfim o livro chegou e para a minha grata surpresa não é um repeteco do documentário, mas sim um complemento riquissimo. 

As transcrições estão ali, os desgastes de uma longa estrada sinuosa também, porém criativamente os 4 juntos e criando, se divertindo com uns perrengues cá e lá. 


Enfim recomendo e muito o livro! Leia no máximo volume!


sábado, 13 de janeiro de 2024

Inside out


 Nem sei por onde começar a escrever sobre este livro. Talvez eu deva falar que eu nasci ouvindo Pink Floyd, foi meu pai quem me apresentou a banda. Na adolescencia tive inumeras bandas e uma delas tocavam Pink Floyd.
No Brasil temos o Engenheiros do Hawaii, a qual uma turminha se juntou se não me falhe memoria na faculdade de arquitetura e engenharia lá no sul e bem antes disso acontecer em meados de setembro de 1962, Richard Wright, Roger Waters e Nick Mason iniciaram o curso de Arquitetura na Escola Politécnica de Regent Street.
Dizer que o livro maravilhoso é pouco. Talvez por eu ser muito fã da banda, então logo não considerem muito, pois tem muita paixão envolvida.
Alias curiosamente, a data de ontem, 12 de janeiro (1968) foi a primeira apresentação do grupo como um quinteto, contendo Syd Barret e David Gilmour no mesmo palco.

Vamos ao que interessa: o livro!


Nick Mason escreve de forma brilhante a história do Pink Floyd dos primórdios até The Endless river. 

Fala sobre Syd e sua passagem pelo Abbey Road na gravação do album Wish You Were Here, das brigas com Roger Waters... dos reencontros (Live 8 e outros), do falecimento do Rick Wright e detalhes da discografia, equipe e dos estúdios. 

Recomendo e muito e digo mais... leia ao Máximo volume!

E como Nick disse no livro, tambem espero mais e mais deste legado. 



Inside out: minha vida no Pink Floyd. Nick Mason. Flávia Souto Maior (tradutora). Belas Letras, 2022.

Título original: Inside Out

domingo, 7 de janeiro de 2024

O homem que caiu na tela...

 


Lúcio Reis Filho e Laura Cánepa reune artigos sobre alguns dos mais iconicos filmes dos quais David Bowie atuou. 

Assim como na carreira musical, Bowie na tela nos traz sua versatilidade e suas multiplas personas. 

De: "The image" e "The man who fell the Earth" , "The Hunger" etc fazendo muitas vezes paralelos ao periodo musical de Bowie. Sexo, drogas, rock and roll e a morte. Major Tom perdido no espaco sem retornar a Terra até Blackstar e Lazarus. 


Um livro recomendado para os fãs de Bowie e para os fãs de cinema. Um livro de cabeceira, para estudar e celebrar o eterno camaleão!!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Sepultura: os primordios 1984- 1998

 


Li este livro na primeira edição, peguei emprestado de um amigo e tinha amado. 

A nova edição foi publicada pela Editora Estética Torta e é belissima. 

Porém, senti falta de acrescentarem um texto sobre os lançamentos após o Against. (Alerta de spoiler: o livro termina com a chegada do Derick e com o primeiro album desta nova fase).

No livro conta todo o percauso da saída do Max, senti falta de abordar mais o motivo da saída do Iggor. Como todo fã sabe, o livro aborda a mesma história divulgada na mídia, verdade ou não - talvez nunca saberemos. 

Legal que é dito (e contradiz) muito dos boatos a cerca do Andreas, Iggor e Paulo sobre a Gloria (incluindo o falecimento de seu filho) e os "vai e vem" dela versus o resto.

Importante ressaltar que Max criou coisas muito fodas, assim como o Sepultura ergueu a cabeça e seguiu em frente e criou muita coisa foda também!

Max recentemente disse que sempre culparam a Gloria, mas ele prefere que o culpem, pois não estavam mais em comum acordo. Iggor, ao meu ver, assim como Max incentiva muito essa questão do Sepultura serem com os Cavalera e o resto que se f!. Eu acho que alime tar essa treta é duma infantilidade sem tamanho, mas enfim...

Morbid Visions/Bestial Devastation foi meu primeiro cd de death metal, aos meus sete anos de idade, eu tenho um carinho enorme por este cd e o que ele representa para mim ao longo da minha vida. Não sou e não gosto muito daqueles "fãs" que alimentam a richa Max versus Derick, ambos são deuses do metal e ponto final. 

Recentemente assisti uma entrevista (antiga) do Iggor falando sobre o Zé do Caixão em um extra dum dvd que comprei de segunda mão. Noutro extra tinha a participação do Sepultura no corte da unha do José Mojica Marins, o Zé do Caixão.  Mas por que estou dizendo isso? Amo Mojica, assim como amo o Sepultura, apesar de gostar da banda há mais de 30 e poucos anos eu lia muito pouco sobre eles, bem como não conhecia nada além dos filmes do Mojica.

Na pandemia, conheci uma galera pra mais de legal, participei de cursos online de cinema, mostras online (de cinema) e por fim cai na bibliografia do Mojica, também escrita pelo André Barcinski. E desde então procuro acompanhar seu trabalho. E na primeira vez que li livro, confesso que nem liguei. O Silvio " Bibika" Gomes, também me era raro, não sabia de sua existencia e nem de seu papel na história da banda.


Sepultura recém noticiou seu fim mas seu peso e sua importância será enternamente enraizada na história musical do Brasil. Sepultura, assim como, Angra levaram um pouco de nós (incluindo nosso amado cinema maldito) para o mundo.


Espero que isso seja um golpe de mkt, caso não for torço pelos irmãos Cavalera, pelo Andreas e Derick e recomendo muito a banda do querido Jairo " Tormentor"  Troops of Doom, quem sabe a turminha old school(com a nova) não fazem as pazes e se reunem pruma turne.


sábado, 30 de dezembro de 2023

A cidade dos amaldiçoados





 A edicão da Diário Macabro é belissima. Destaco o posfácio escrito pelo pesquisador e professor Carlos Primati, que além do posfácio nos brinda com uma filmografia selecionada baseada nos livros do John Windham. 

Apesar de achar o livro mais ameno do que os filmes, eu amei. Indico para todos os fãs de ficção.


Quanto a história, durante um apagão, as mulheres férteis são engravidadas de modo misterioso. Passado um tempo nota-se a similidariedade dentre elas e seu poder telepático. E a história tem seu embate humanos versus as Crianças e o que fazer para a humanidade ser protegida desta ameaça.


A cidade dos amaldiçoados. John Wyndham; Alcebiades Diniz Miguel (tradução). Editora Diário Macabro, 2021. 288p.

Título original: The Midwich Cuckoos.



sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

☠️ Saboroso Cadáver

 Tenho uma colega que sempre que conversamos sobre livros, vive me dizendo "você só lê sobre cinema ou biografias". E ainda acrescentou você precisa ler mais mulheres. Bom, em partes, ela tem razão, quase 90% do que leio é sobre cinema (em especifico sobre horror, cinema brasileiro e cinema independente), a outra metade são livros de: música, romances, poesia, gastronomia (sim gente, leio livro de receitas e sobre gastronomia em geral), policiais etc.


 E sobre ler mulheres... é um absurdo quando parei para pensar o tão pouco que leio.

Logo, durante a pandemia, decidi mudar este cenário e principalmente acrescentar escritoras no meu universo literário. 

O "meu eu anterior" só sabia da Agatha Cristhie e o seu famoso pudim de natal e da Lu Micheletti (Sim, a Lu ex-vj da Emê-Tê-vê... em breve escreverei sobre algum livro dela, mas já adianto que um dos melhores livros de poesia que li, foi dela!).


Muita calma nessa hora! Devo ter lido mais escritoras, mas como sou ruim de memória citei apenas estas duas. 

Farei uma mencão honrosa a querida Gillian Anderson. Tenho um livro dela, maravilhoso, um sci-fi a lá Arquivo-X...que será assunto de outrora.


Vamos agora ao livro da vez...



É para poucos, talvez seja uma das leituras mais pesadas que já li, entretanto, não significa que seja um livro ruim...pelo contrário, é excelente. 

Desde as primeiras páginas dá-se o tom que iremos enfrentar ao longo da história. 

Se passa num período onde o consumo de carne humana é permitido, pois uma doença se alastrou contaminando os animais e os deixando impróprio para o consumo. Ao decorrer do livro questiona-se se tal doença existe ou se não é uma conspiração do governo e da cadeia produtiva e também o por que de não consumir outras opções, como os vegetais.

 Marcos filho de um ex-dono de frigorífico, é o braço direito do atual dono e acompanhamos seus percausos ao longo do livro.

 Não temos empatia pelo personagem, afinal ele mesmo, não demonstra um pingo de empatia pelo próximo. Nada justifica seu comportamento, é um escroto como tantos os outros. 


Tem criticas e alegorias dignas de reflexões, os seres humanos são chamados de produtos, cabeças, números, alguns nomes de cortes importamos dos animais ou os adaptamos. Nós, humanos, na qualidade de meros produtos pra abate, somos número e temos controle de qualidade. 


Como sempre no "capetalismo", existe a discrepancia de classes... temos então os ricos que comem as cabeças de melhores qualidades e temos os "marginalizados" que comem a carne com nome e sobrenome. Afinal de contas o canibalismo não curou a fome como era esperado, só deu vazão, ao que já acontece...


Eu li cada frase, com um aperto no coração, todavia, a minha imaginacão foi além e imaginando o livro como se fosse um belo filme de horror. (Alô diretores, vamos transformar o livro na sétima arte?). Imaginei Fulci, Cronenberg, Mojica e como a escritora é uma mulher latino americana, imaginei também a nossa querida Gabriela Amaral Almeida... Uma sequencia de "O animal cordial" baseado no livro da Águstina. Quem sabe um dia...quem sabe um dia...

Enfim, apesar de ter gostado, recomendo apenas se tiver um estomago forte.


Estou doido para dissecar as obras da escritora! E meus caros amigos leitores vamos ler mais mulheres, sempre!!!



Saboroso cadáver. Agustina Bazterrica; Ayelén Medail (tradução). Editora: Darkside Books, 2022. 192 p.

Título original:  Cadáver Exquisito.

Eu sou a lenda

  Ícone do scifi/horror dos anos 50 O ano era 1976, Robert Neville, possivelmente, o único sobrevivente de uma pandemia vampiresca que se as...